Todos juntos somos fortes

Não devemos ser escravos de um padrão, de uma época, de um costume.

A floresta é nossa

A Lei Florestal está ameaçada pela bancada da moto-serra.

Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis

A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf.

Ato Contra Energia Nuclear

O Brasil precisa de energia limpa.

Todos por praias mais limpas

A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Lula defende preservação de Kyoto e cobra compromissos dos países ricos

(Por: Paula Laboissière, da Agência Brasil)

Durante discurso na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesa quinta-feira (17/12) a preservação do Protocolo de Kyoto e cobrou que países ricos assumam compromissos para um acordo em Copenhague (Dinamarca).
“Aqui em Copenhague não há lugar para conformismo. Os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos”, disse.

“A hora de agir é essa. O veredicto da história não poupará os que faltarem com suas responsabilidades neste momento”, acrescentou. Lula lamentou que os países com menos responsabilidades pelas emissões de gases de efeito estufa sejam as principais vítimas das alterações climáticas.

Ele lembrou que o Protocolo de Kyoto estabelece a obrigatoriedade de financiamento aos países pobres e em desenvolvimento para a execução de projetos na área. Segundo o presidente, será muito difícil reforçar a capacidade de adaptação de nações mais vulneráveis sem um fluxo financeiro como “forte componente”.

“Mecanismos de mercado podem ser muito úteis, mas nunca terão a magnitude ou a previsibilidade que realmente queremos”, afirmou o presidente. “Essa conferência não é um jogo em que se podem esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores”, completou. Ele destacou que “a fragilidade de alguns não pode servir de pretexto para o recuo de outros”.

Segundo o presidente, não é “politicamente racional” ou “moralmente justificável” que países ricos coloquem interesses corporativos e setoriais acima do bem comum da humanidade.

Lula comenta proposta franco-brasileira para COP



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

RT/:/ O Eco - Acesso restrito na COP 15

(Por: Cristiane Prizibisczki / O Eco)

Quem deixou para chegar a Copenhague na segunda semana de negociações da Conferência do Clima pode ficar de fora. No Bella Center, o pavilhão que abriga a convenção, a espera na fila para credenciamento pode passar de cinco horas, avisa um painel na entrada da COP-15. E isso não é garantia de que ela será concretizada.

Somente ontem, primeiro dia da segunda etapa das negociações, quando ministros e chefes de estado decidem se aceitam os termos do novo acordo, foram feitas 3,5 mil credenciamentos. Para minimizar a confusão entre os participantes que já têm credencial e os novos credenciamentos, a organização criou um sistema de cotas para entidades não-governamentais.

A partir desta terça, as ONGs que quiserem entrar no Bella Center terão de apresentar um crachá adicional, distribuído pela organização. O problema é que a cota de cada grupo é bem menor do que o número de participantes. Quinta-feira, somente mil representantes de organizações não-governamentais terão entrada permitida. Na sexta, o número cairá para apenas 90 pessoas. A decisão foi tomada para que os delegados e chefes de estado possam se “concentrar” nas negociações.

O número divulgado até o momento é de 45 mil solicitações para credenciamento, o que é três vezes mais do que a capacidade do local onde a COP-15 está sendo realizada. Hoje, a entrada foi mais bem organizada, com filas separadas por categorias: novos participantes, delegados, conferencistas e imprensa. Mas, na segunda, o caos imperava na frente do Bella Center, com centenas de pessoas se engalfinhando para conseguir ultrapassar a barreira policial. Algumas pessoas já falam em colapso e começam a correr rumores de uma manifestação para os próximos dias.

Durante coletiva de imprensa na manhã de hoje, o secretário-geral da Convenção do Clima, Yvo de Boer assumiu a culpa pelas longas filas e garantiu que tem feito o possível para resolver o problema. “Não podemos colocar um pé número 12 num sapato número 6. Nós poderíamos ter parado o registro depois que atingimos 15 mil pessoas, mas tem gente que vem numa primeira semana, outros na segunda semana, etc. Estou fazendo esforço com o setor de segurança para colocar as pessoas para dentro o mais rápido possível, dando prioridade para as delegações, para que tenhamos a discussão resolvida no final da semana”, disse o secretário da Convenção do Clima.

Fonte: O Eco

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Países em desenvolvimento abandonam grupos de negociação em Copenhague

Os países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira (14) em vários grupos de negociação na conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague, informaram um ministro ocidental e uma ONG.

Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.

Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".

"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.

"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.

As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.

Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.

O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.

A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.

* Com informações da AFP, Reuters e AP
RT UOL.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fracasso em Copenhague custará US$ 500 bilhões ao ano

(Fonte: Folha Online )

O fracasso da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, custaria US$ 500 bilhões ao ano à economia mundial, afirmou o diretor da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, nesta terça-feira (8).

"Se não forem tomadas medidas imediatamente para reduzir as emissões de dióxido de carbono, serão necessários US$ 500 bilhões ao ano de investimentos adicionais para recuperar o tempo perdido e voltar à trajetória inicial", disse Tanaka, na apresentação de um relatório em Paris sobre energias renováveis.

Além disso, revelou que considera "impossível" que, em Copenhague, seja assinado um tratado internacional obrigatório.

"Uma mensagem muito firme deve ser enviada aos investidores do ambiente que Copenhague está criando. Sem uma mensagem clara, é difícil para o setor privado se comprometer nos investimentos", disse Tanaka, acrescentando que o mundo tem "uma grande oportunidade" este ano para agir contra a mudança climática.

Década mais quente

A primeira década do século 21 será seguramente a que vai registrar as maiores temperaturas desde as primeiras medições em 1850, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (8) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), agência da ONU, em Copenhague.

"A década de 2000 a 2009 será provavelmente a mais quente dos registros, mais quente inclusive que a de 1990, que por sua vez foi mais quente que a de 1980", afirmou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud, em uma entrevista coletiva.

Jarraud também disse que os dados provisórios indicam que 2009 se anuncia como o quinto ano mais quente desde 1850 em termos de temperatura média da superfície terrestre. Os resultados definitivos serão conhecidos em março de 2010.

O ano mais quente foi em 1998, graças em grande parte ao poderoso fenômeno climático El Niño, que levou a um aquecimento anormal o leste do Oceano Pacífico e desencadeou mais devastações pelo mundo.

O El Niño também se desenvolveu este ano, explicando em parte o aumento nas temperaturas. O ano passado foi o 11º ano mais quente do histórico.

"Estamos em uma tendência de aquecimento, não há dúvida a respeito, mas não posso fazer previsões para o próximo ano", afirmou, antes explicar que um grande número de eventos naturais, como uma grande erupção vulcânica, pode modificar sensivelmente a temperatura do planeta.

Os dados médios escondem as disparidades regionais. Assim, 2009 aparece como o terceiro na lista dos anos mais quentes da Austrália. A China viveu a pior seca nas últimas três décadas. No fim de julho, muitas cidades do Canadá, como Vancouver e Victoria, registraram as temperaturas mais elevadas da história.

Reino Unido

Paralelamente, o escritório meteorológico do Reino Unido também divulgou que a temperatura global subiu desde 1850 e o aquecimento se acelerou desde 1970.

O dado de maior destaque é que a temperatura global aumentou na média mais de 0,15 grau Celsius por década desde meados dos anos 1970.

Seus dados vêm de mais de 1.500 estações meteorológicas em todo o mundo usadas para o monitoramento climático. Eles mostram um rápido aquecimento global desde a década de 1970, com um aquecimento que se acentua a cada década.

O Hadley Centre, do escritório meteorológico, publicou os dados para aumentar a transparência e enfatizar que o mundo está se aquecendo.

Céticos

Os céticos em relação à mudança climática usaram uma série de emails que vazaram da Universidade de East Anglia para acusar especialistas em clima de conluio para suprimir alguns dados sobre o assunto.

"A Universidade de East Anglia apoia totalmente o escritório meteorológico em tornar esses dados públicos", disse o escritório em comunicado.

A entidade planeja publicar os registros restantes de cerca de 5 mil estações quando tiver a aprovação dos proprietários dos dados.

As negociações entre 190 países sobre um novo acordo para combater a mudança climática além de 2012 começaram em Copenhague na segunda-feira.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

RT /:/ O que está em jogo em Copenhague

Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo”, escreve Leonardo Boff, teólogo.
Eis o artigo.

Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos.

O normal seria que a humanidade se perguntasse, como um medico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente.

É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os paises industrializados e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os paises pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos.

Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante.

Tem razão a Carta da Terra quando reza:”Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo…Isto requer uma mudança na mente e no coração”. É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo.

De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade.

Qual é a causa? É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade.

Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer.

Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza.

Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho comprometeremos nosso futuro.

Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra. No lugar do individualismo, a solidariedade generacional. Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir.

Fonte: Mercado Ético

Confira como anda a estrutura da COP 15



Fonte: O Eco

Ecosurfi lança a campanha no rádio pela proteção dos Recursos Hídricos


Durante os próximos nove meses será veiculado na rádio Joven Pan / Santos campanha de conscientização pública sobre o uso racional da água

Buscando contribuir com a gestão responsável dos recursos hídricos na Baixada Santista, a ONG Ecosurfi lança a campanha, “A Onda é Água Limpa”, que tem como objetivo estimular a reflexão na população, sobre a importância que a preservação da água e a proteção dos mananciais devem ter no cotidiano das pessoas.

Sendo a “Vida” o bem mais precioso, e a água a sua mantenedora, ela é vital para todas as espécies vivas em seus processos biológicos. Ocupando 97,3% da superfície terrestre, onde dessa porcentagem apenas 3% são de água doce, e desse percentual temos 0,3% que está ao nosso alcance e são próprios para o consumo animal, e se localizam em rios, lagos, nascentes e lençóis freáticos, a água doce é um recurso natural finito e hoje em dia se encontra em estado preocupante de preservação.

A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), é composta por 09 municípios (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga), e possui a segunda maior Bacia Hidrográfica litorânea do estado de São Paulo, a qual garante oabastecimento de água potável para cerca de 1,6 milhões de habitantes que ocupam esse território.

Para atacar o problema da falta de conhecimento sobre o uso responsável da água, a campanha “A Onda é Água Limpa” foi elaborada como meio de sensibilizar as populações locais para a defesa dos mananciais da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista. Ela surge como uma estratégia comunicacional para disseminar informações em massa à sociedade, mobilizando a opinião pública para um assunto tão importante como a gestão sustentável da água.

As ações, “A Onda é Água Limpa”, serão desenvolvidas por meio de uma programação radiofônica, a qual levará através de mensagens (spots) veiculadas pela Rádio Joven Pan/Santos, informações sobre os cinco eixos de atuação da proposta: Uso múltiplo da água; Recursos hídricos e saúde pública; Água e o futuro; Consumo consciente; e Água e o desenvolvimento.

Utilizando do grande alcance e capilaridade social da radiodifusão, a campanha enfatiza a imediata necessidade de conservação da água como ato imprescindível para a garantia da qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Todas as mensagens têm como foco norteador informar e formar a opinião critica nos beneficiários da água.

Segunda fase
Na segunda etapa da campanha acontecerão as atividades que identificarão os resultados preliminares da veiculação das peças comunicativas (spots) junto ao público.

Por meio de pedágios com agentes socioambientais da Ecosurfi, será aplicada uma pesquisa de opinião entre a população nas 09 cidades da RMBS. As pesquisas irão ter como metas identificar se houve audiência por parte do público, o nível e a qualidade de informações dos munícipes sobre gestão sustentável da água e se esse formato de campanha é importante como meio de esclarecimento sobre esse assunto em especifico.

A campanha “A Onda é Água Limpa” conta com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) do Governo do Estado de São Paulo. E tem parceria da Comissão Especial de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE/ED-CBH/BS), do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Para saber mais sobre a campanha acesse: A Onda é Água Limpa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vídeo de abertura da COP15

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PROJETO CUIDÁGUA NA ESCOLA TRANSFORMA ESCOLAS EM PROL DA SUSTENTABILIDADE DE UBATUBA

A ONG ASSU (Associação Somos Ubatuba) iniciou no último sábado os MUTIRÕES DE EXPERIMENTAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE na Escola Municipal Maria Josefina (Estufa dois – Ubatuba), uma das atividades do Projeto Cuidágua na Escola financiado pelo FEHIDRO.

As escolas Nativa Fernandes do Sertão da Quina e Iberê Ananias de Picinguaba são foco das ações do Projeto Cuidágua na Escola e alvos de melhorias em seu sistema hídrico e de difusão de práticas sustentáveis e atitudes cotidianas de cuidado com as águas.



O primeiro MUTIRÃO realizou sonhos da comunidade escolar, além de possibilitar o aprendizado de “ecotécnicas” e promover o espírito de trabalho em equipe entre a direção, professores, funcionários, mães, pais e alunos.

“Eu tinha o sonho de fazer um painel sobre a água acima do bebedouro. Quando temos uma boa intenção, o universo conspira a nosso favor’”, disse Rosemeire, bibliotecária da escola.

“Muitos se interessaram pela captação de água da chuva. Um pai de aluno animou-se em aplicar a “ecotécnica” em sua casa”, comenta o coordenador da atividade, o oceanólogo e mestre em desenvolvimento e meio ambiente, Henrique Luís de Almeida.



As intervenções realizadas foram: Troca da válvula de descarga do
mictório; instalação de duas cisternas de 500 litros com filtro, para captação de água da chuva e sua utilização na limpeza do pátio; construção de drenos das calhas do telhado para um círculo de bananeiras, plantado nas áreas alagáveis da escola; pintura do ciclo da água em uma das paredes; decoração de banheiros com pintura, vasos e saboneteiras de PET; colocação de tampas nos vasos sanitários; pintura de um jogo eco-cooperativo sobre consumo e desperdício de água; elaboração de um aquecedor solar de baixo custo construído com embalagens de PET e Tetrapac; conserto de vazamentos e a construção de um degrau de madeira para facilitar o acesso das crianças ao bebedor e pias dos banheiros.



Ainda serão trocadas torneiras por modelos de acionamento automático que impedirão o desperdício de água, estas obtidas graças ao da Secretaria Municipal de Educação.

Os resultados positivos serão potencializados pelos Eventos Regionais em março de 2010, já que estarão presentes representantes de todas as escolas da rede para conhecer as experiências realizadas.

A coordenadora geral do Projeto Cuidágua Escola, Maria Luiza Camargo complementa: “Além disso, estamos finalizando o Guia Cuidágua na Escola que prima por auxiliar as escolas em seu caminho à sustentabilidade, estimulando o uso das intervenções enquanto prática pedagógica".

O Projeto Cuidágua na Escola é uma iniciativa da ASSU (Associação sócio-ambientalista Somos Ubatuba) financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) em parceria com as Secretarias Municipais de Educação de Meio ambiente e de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Instituto Argonauta, Aquário de Ubatuba e apoio da Fundação Pró-Tamar e SOS Mata Atlântica.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Indústria poluidora banca campanhas eleitorais


Reportagem aponta que 38 empresas emissoras de grande quantidade de gases-estufa contribuíram com um total de R$ 60,8 milhões para campanhas políticas nas eleições de 2006 no Brasil.

De acordo com a reportagem, não há como estimar se essas contribuições de campanha estão ligadas à legislação sobre a mudança climática, mas elas são capazes de influenciá-la. O inventimento das indústrias intensivas em carbono ajudou a eleger metade da comissão da Câmara dos Deputados que está considerando mudanças no Código Florestal.

Dos 719 candidatos que receberam dinheiro dessas empresas, mais da metade (51,3%) é composta por políticos dos Estados. Parlamentares federais correspondem a 48% da soma. O presidente Lula também está entre os que receberam doações.

Do total das contribuições, 37% vem da indústria do aço, encabeçada pela Gerdau, com quase R$ 11 milhões. Doações da indústria de papel e celulose, em especial da Aracruz, correspondem a 26% do total arrecadado nas campanhas.

Emissão de CO2

Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial, segundo a Rede-Clima, ligada ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2ºC. No Brasil, a meta de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.

domingo, 22 de novembro de 2009

Mundo está a caminho de ficar 6º C mais quente, diz pesquisa


Novos dados sobre as emissões mundiais de CO2 (dióxido de carbono, principal gás causador do efeito estufa) indicam que o planeta está a caminho de esquentar 6 graus Celsius neste século, se não houver um esforço concentrado para diminuir a queima de combustíveis fósseis.

"Existe um abismo claro entre o caminho que estamos seguindo e o que é necessário para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius [nível considerado relativamente seguro por especialistas]", diz Corinne Le Quéré, pesquisadora da Universidade de East Anglia (Reino Unido) e coautora do novo estudo na revista científica "Nature Geoscience".

Na atual década, a principal responsável por puxar para cima as emissões é a China, com seu crescimento industrial alimentado pelo carvão mineral. Hoje, o país é o maior emissor do planeta.

No entanto, os EUA ainda respondem pelas maiores emissões per capita: 18 toneladas, contra 5,2 toneladas dos chineses (a média mundial é de 4,8 toneladas).

Desde 1982, a humanidade produziu 715,3 trilhões de toneladas de gás carbônico, quantidade que equivale ao total de dióxido de carbono emitido por todas as civilizações que existiram no mundo antes disso.

Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

As "damas" do Jornalismo Ambiental Brasileiro rumo a Copenhague


Duas colegas,

A Cristiane Prizibisczki é uma das grandes jornalistas que se alinhou junto a "luta" das comunidades do litoral sul paulista quando o "Big Boss" do capitalismo nacional Eike Batista queria suprimir a última região de restinga intocada do país, na região entre Itanhaém e Peruibe (projeto Porto Brasil) recebeu o prêmio Earth Journalism Awards, menção honrosa, juntamente com a Andreia Fanzeres, que é uma colega do RJ que conheci durante o primeiro Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental realizado em Santos/SP.

As duas jornalistas são as únicas brasileiras que representam o país em dezembro em Copenhage.
Para que a reportagem seja exibida durante a COP15 (Conferência do Clima) em Copenhague, é preciso acessar o link e votar. Vamos ajudar prestigiando o trabalho árduo e de extrema qualidade das colegas.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NÃO BASTA APAGAR O FOGO

Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália

"Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação.."

O universo é um, não importa se somos um monte de átomos que forma a espécie (animal) humana, vegetal, estrelar..... Somos poeira atômica do mesmo sistema, do mesmo universo, não somos nem mais nem menos. O que nos faz maior ou menor é isso, esse gesto lindo que vem da chama divina que cada um possui mais ou menos acesa (alguns esquecem ou desconhecem que a possuem) dentro de si.

"Seja mais humano e agradável com as pessoas do que pode parecer necessário.

Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha."

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Earth Song - Michael Jackson

Sempre que ouvia falar do Michael Jackson, se tratando de musicalidade achava que alguns "Hits" eram bem sugestivos, mas esse que estou postando aqui é amplamente necessário que seja divulgado.

Surfista, proteja seu playground

Por: Leandra Gonçalves / Greenpeace

Brasil, país tropical, repleto de exuberantes belezas naturais, possui uma das maiores zonas costeiras e uma diversidade regional e cultural de causar inveja.

O brasileiro tem uma ligação com o mar como poucos povos têm. São mais de 8.600 quilômetros de costa, quase 4 milhões de quilômetros quadrados de água, a grande maioria dessa área admirada pela população, que até enfrenta grandes congestionamentos para conseguir um lugar ao sol e um pedacinho de areia.

Contudo, não podemos dizer que na cabeça do brasileiro a proteção dos nossos mares é considerada emergencial. Ao olhar para o mar, ele está lá, sempre azul, o que faz com que as pessoas acreditem que ele possui capacidades infinitas e inesgotáveis de se recompor e permanecer naquele azul pacífico de sempre.

Não é, infelizmente, o que acontece na realidade. A gestão da zona costeira brasileira está longe de estar entre as prioridades governamentais e enfrenta grandes dificuldades de implantação e operacionalização.


Nestes últimos anos, diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, início da exploração do petróleo pré-sal, intensificação do turismo nas áreas litorâneas, poluição, ocupação desordenada por grandes resorts, obras de infra-estrutura e entre outros.

Os impactos socioambientais desses novos fatos já são visíveis. Elevação do nível do mar, aumento dos eventos climáticos que destroem empreendimentos da linha da costa, a perda alarmante de recursos naturais e inclusive a diminuição da capacidade dos oceanos de realizar o equilíbrio climático do planeta. Entre os efeitos negativos, ainda estão a alteração do regime de ondas, problemas de saúde pública e a quantidade de lixo marinho.


Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes. Essa porção do território brasileiro é utilizada para locomoção, turismo, lazer e deve também ser utilizado pela sociedade de forma sustentável, o que não tem sido feito de forma responsável.

A comunidade do surf, sempre presente nesse nosso “playground azul” e adorador da natureza e, particularmente, dos oceanos, deveria se mobilizar para ajudar a defender a zona costeira de interesses econômicos irresponsáveis, que não trazem o verdadeiro desenvolvimento para o povo brasileiro de forma sustentável.

Esse mês, em Ilhéus, acontece o Campeonato Panamericano de Surf (Mahalo Pan Surf Games & Music - de 7 a 14 de novembro, na praia de Batuba, em Olivença), um grande evento que promete revelar talentos incríveis e que estarão preparados para esculpir as melhores ondas. Infelizmente, no Brasil, existe pouco apoio financeiro para a realização desse tipo de evento, e a organização fica à mercê de empresas poluidoras e altamente impactantes. Por trás do apoio de muitas dessas empresas, existe o interesse de posarem de “mocinhos” na foto e perante a comunidade – a principal impactada pela falta de transparência e pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.

A região de Ilhéus, na Bahia, é uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica e apresenta uma zona costeira ainda com informações insuficientes para a conservação da biodiversidade. No entanto, o governo e empresas privadas pretendem trazer para a região uma gigante obra de infra-estrutura, para ser localizada na Ponta da Tulha – o Complexo Intermodal do Porto Sul. Uma parceria pública-privada, orçada em 11 bilhões de reais e que trará prejuízos inestimáveis para o Brasil na área socioambiental.

A Bahia Mineração, principal apoiadora do campeonato, tem interesses na construção do porto para que possa retirar nosso minério de ferro e exportar para Índia, China, Rússia e Cazaquistão.

Se isso não bastasse, a construção de um complexo portuário na região irá afetar as condições costeiras, podendo muito certamente impedir que outros brilhantes campeonatos como este possam ser realizados e tragam nossos ilustres surfistas de mais de 20 países para a nossa exuberante costa brasileira.



domingo, 8 de novembro de 2009

Por falta de quorum, comissão suspende votação de projeto que anistia desmatadores

A votação da proposta que prevê anistia aos responsáveis pelo desmatamento de aproximadamente 34 milhões de hectares na Amazônia foi suspensa nesta quarta-feira (4) por falta de quorum. Cerca de 20 minutos após o horário marcado para o início da reunião, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Roberto Rocha (PSDB-MA), suspendeu a sessão. Apenas nove parlamentares haviam assinado a lista de presença.

O deputado disse que a suspensão foi uma estratégia para ganhar tempo e diminuir as divergências entre ruralistas e ambientalistas. Na última quarta-feira (28), também houve uma tentativa de votação do projeto, que, no entanto, foi suspensa após obstrução da oposição e manifestação da organização não governamental Greenpeace.

“Retiramos o projeto de pauta para distender um pouco, buscar um ponto de consenso. Temos que trabalhar alguns pontos que estão muito nervosos e efetivamente apresentar ao plenário algo que seja minimamente convergente”, disse Rocha.

A proposta que seria analisada é um substitutivo ao Projeto de Lei nº 6.424/05, conhecido como Floresta Zero. O relator da proposta na Câmara, deputado Marcos Montes (DEM-MG), incluiu no texto a possibilidade de consolidação de áreas desmatadas até 31 de julho de 2006, dispensando os proprietários da obrigação de recompor a reserva legal. Além disso, o substitutivo prevê outras mudanças na legislação, o que, segundo ambientalistas, é uma tentativa de modificar o Código Florestal fora da comissão especial criada para essa finalidade.

Ambientalistas comemoraram a falta de quórum na reunião desta quarta. O deputado Sarney Filho (PV-MA) disse que a suspensão da votação indica que “o assunto morreu” e que o projeto não deve mais ser votado. “Não há condições políticas para votar isso. Temos agora que concentrar esforços na comissão especial para que não haja retrocesso.”

O coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, Nilo D'Ávila, classificou a suspensão de “ato de lucidez” do presidente da Comissão de Meio Ambiente. “Esse projeto é um golpe. Esperamos uma discussão séria, mas sem falar em anistia. É um projeto que não deveria nem ter nascido, era ruim e ficou pior ainda”.

O presidente da comissão, Roberto Rocha, disse que pretende construir acordo para colocar o texto em votação ainda este mês. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

ambientebrasil.com.br

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alan Dubner: As Pegadas da Marina Silva

Por: Deborah Dubner / www.itu.com.br

"Acredito que podemos agregarmos todas as tribos e juntos co-construirmos um Brasil de muitos"
Tenho certeza que a Mídia Social vai definir as eleições de 2010. Essa frase é parecida com uma afirmação que fiz, em julho de 2008, onde eu usava a palavra “Internet” no lugar de “Mídia Social”. Apesar da opinião dos nossos principais especialistas em política, que estavam no evento “Efeito Obama” em meados de outubro, eu acredito que teremos no Brasil um impacto parecido com o das eleições americanas de 2008. Os analistas políticos colocam muitos “porém”, “por causa disso ou daquilo”, mas na verdade não sabem do que estão falando porque ninguém sabe. Se você conseguir ir até o final desse texto terá uma boa ideia do porque dessa minha certeza.

Eleitorado Adormecido

Vamos começar pelo final, daqui a 11 meses, no dia 4 de outubro de 2010. Os eleitores Brasileiros vão escolher, através de suas próprias consciências, o que fazer. Primeiro devem avaliar se vão votar ou justificar, depois definir se há um candidato de sua preferência (mesmo os que não votarão). Essa simples equação terá passado por um complexo sistema de decisão até chegar na ação de votar.
Agora vamos voltar para trás e perceber claramente porque a mídia social vai alterar a balança em seu favor. Na última eleição presidencial o Lula obteve 46.662.365 votos no primeiro turno enquanto o Alckmin 39.968.369. Percebam que a diferença entre eles foi de 6.693.996 votos. As pessoas que resolveram anular o voto somaram 5.957.207 votos, apenas 736.789 a menos que a diferença. Outros 2.866.205 votaram em branco. O que realmente surpreende são os eleitores que optaram por não ir às urnas, 21.092.511.
No segundo turno não foi muito diferente: 23.914.714 de eleitores não compareceram às urnas, 4.808.553 anularam seu voto e 1.351.448 votaram em branco. Nas eleições anteriores (2002) também não foi diferente. Tivemos, no primeiro turno, 20.449.690 de eleitores que resolveram não votar enquanto o Serra recebeu apenas 19.705.061 de votos, além dos 6.976.107 votos nulos e 3.873.720 brancos. No segundo turno não compareceram às urnas 23.589.188 de eleitores enquanto 3.772.138 anularam e 1.727.760 votaram em branco.
Em 1998 foram 22.802.823 abstenções enquanto o Lula recebeu apenas 21.475.211 votos. As abstenções mais os nulos (8.887.091) e os brancos (6.688.371) somaram 38.378.285 enquanto Fernando Henrique Cardoso venceu a eleição, no primeiro turno com 35.936.382 votos.
Em 1994 as abstenções, nulos e brancos somaram 31.409.533. Enquanto Lula recebia 17.126.291 votos, FHC venceu com 34.377.198 votos. Ou seja, há um gigantesco espaço de insatisfação com o atual modelo político que leva um grande contingente de pessoas a anular o voto, deixar em branco e principalmente nem comparecer para votar.
Se as pessoas realmente se motivarem a ir às urnas, se aqueles que protestam anulando seu voto encontrarem alguém merecedor, se os indiferentes perceberem a diferença e os jovens de 16 e 17 anos aderirem ao movimento... Ficou clara a diferença que pode fazer a mídia social através de um movimento colaborativo com um candidato que possa ser um símbolo dessa nova política?

Primeira Pegada

Em junho desse ano, atravessando a Serra da Bocaina com um grupo de amigos ambientalistas, eu tive 4 dias para explicar o que era Mídia Social e porque teria uma importância tão grande nas eleições de 2010. Normalmente, tenho apenas 1 hora numa palestra ou mais algumas em reuniões e conversas, mas ali estávamos em outro ambiente, em outro tempo. Entre as minhas questões para o Brasil estava o fato de que, tristemente, os candidatos conhecidos não tinham o perfil para ativar a Mídia Social. Lamentei também que, aparentemente, não estavam vendo o poder dessa ferramenta de cidadania e estavam sendo orientados por profissionais que não sabem o quanto não sabem. Falei que não me surpreenderia se aparecesse alguém totalmente novo que já vinha se preparando desde o início do ano e não aparecia no radar. Aquele diálogo fez com que um deles entendesse claramente do que se tratava e disse que existia um candidato com esse exato perfil: a Marina Silva.
Importante registrar que isso aconteceu no dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) a 1.600 metros de altitude no Pico do Gavião do Parque da Serra da Bocaina.
Demorei a entender porque a Marina Silva poderia ser “a” candidata. Já tinha recebido alguns e-mails de pessoas fazendo algum tipo de campanha com o nome dela. O maior problema era ela ser do PT, que além de representar justamente o que precisa ser mudado, tinha muitos pontos impossíveis de contornar para contarmos com a Mídia Social. Quanto mais eu entendia quem era a Marina, mais claro ficava que ela era “a” pessoa para representar esse movimento. Só o que ela já produziu de ações de sustentabilidade para o cenário dos candidatos e do país já lhe permite receber créditos pelas suas pegadas ecológicas.
Hoje acredito que temos uma ótima possibilidade de agregarmos todas as tribos e juntos co-construirmos um Brasil de muitos “Brasis”, cuidado por todos nós. Essa eleição extrapola as fronteiras nacionais. Ela é importante para todo o planeta. Que a miopia, temporária, dos especialistas políticos não nos desanime de “entrar nessa” agora mesmo!

Alan Dubner é diretor da Cybermind Comunicação Interativa, especializado em Marketing Digital, Pesquisa Digital e Internet.

PBF avista 14 baleias francas no último sobrevoo de monitoramento da temporada


Pares de fêmea e filhote remanescentes foram avistados em Laguna e na enseada de Ibiraquera e Ribanceira

Na manhã desta sexta-feira, dia 06, o Projeto Baleia Franca (PBF/Brasil) sobrevoou a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, localizada entre Palhoça e Balneário Rincão, para o último monitoramento aéreo ao longo do Litoral Centro-Sul de Santa Catarina. A atividade, que integra o Programa de Monitoramento das Baleias Francas no Porto de Imbituba e adjacências, localizou sete pares de fêmeas com filhotes, totalizando 14 indivíduos remanescentes desta temporada de acasalamento da espécie, bem como de nascimento e amamentação de filhotes.

Dos sete pares avistados, seis estavam na enseada de Ibiraquera e Ribanceira, em Imbituba. “A avistagem dos seis pares de fêmea com filhote na enseada de Ibiraquera e Ribanceira (Imbituba) já era prevista, considerando nosso monitoramento diário feito por terra naquela região. A surpresa ficou por conta do par de fêmea com filhote avistado em Laguna”, contou a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch. “Desde 28 de outubro temos registros de uma média de seis pares de fêmea com filhote naquela enseada”, completou a gerente de campo, Audrey Amorim.

Quem ainda pretender ver baleias em Santa Catarina deve ser rápido. Segundo os dados das últimas temporadas, a primeira quinzena de novembro representa o encerramento das avistagens das francas no Estado. ”Dois pares dentre os seis que se encontravam na enseada de Ibiraquera e Ribanceira já apresentavam um comportamento pré-migratório, estando estes mais afastados da costa. Todos os sete filhotes já estavam grandes e bem gordinhos, o que dá segurança às fêmeas para iniciarem o caminho de volta às águas polares, áreas de alimentação das baleias francas”, completou Karina, Ph.D. em Biologia Animal, que voou acompanhada pela analista ambiental Luciana Moreira, da APA da Baleia Franca (ICMBio), com a aeronave sob comando do piloto Rogério Giassi. Ainda conforme a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, é natural que apenas alguns grupos sejam avistados no mês de novembro. “Nem todas as baleias francas chegam ao litoral catarinense durante os meses de junho e julho.

Algumas passam mais tempo se alimentando nas águas polares, durante o verão, e chegam a Santa Catarina somente nos meses de agosto e setembro. Estes indivíduos são também os últimos a deixarem o nosso litoral”, finalizou a bióloga. O Programa de Monitoramento de Baleias Francas no Porto de Imbituba e adjacências foi iniciado em agosto de 2009 e segue até o final de novembro.

Proposto pela administração do Porto em parceria com o Tecon Imbituba e a Construtora Andrade Gutierrez, o Programa tem sua metodologia desenvolvida e executada pelo Projeto Baleia Franca, com supervisão da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca e do Centro de Mamíferos Aquáticos, ambos órgãos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Projeto Baleia Franca tem patrocínio da Petrobras.

Saiba mais: Baleia Franca

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fotografia: adoção animal em foco na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre

Chega à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, mais uma edição da Mostra Fotográfica Virando Lata. O evento, que iniciará no próximo dia 25 de outubro, é um projeto do Instituto Expresso Vida e desde 2008 percorre diversas cidades do Sul do país com o intuito de chamar a atenção de crianças e adultos para um lado de nossas cidades a que geralmente não damos importância: animais que vivem nas ruas, ou mesmo em famílias, mas que não recebem os cuidados necessários para uma vida digna e convivência pacífica.

Longe de ser apenas uma exposição fotográfica, a Mostra é uma campanha de cidadania que procura mostrar às pessoas o valor que possui a ação de adotar um bicho de rua e o quanto este ato requer responsabilidade, amor e consciência.

Nesta edição, a mostra beneficiará o Projeto Anjos de Patas, de Viamão (RS), entidade de proteção animal gaúcha que abriga 208 cães. 50% da renda obtida através da venda de blocos de anotações e mateiras de nylon será revertida para o projeto de castração dos animais do Anjos de Patas. Também serão realizadas duas oficinas com o Greenpeace com o tema “A História do Consumo” nos dias 08 e 15 de novembro, a partir das 15h, na sala 400.

Esta edição traz fotografias de Aline Gobbi, Carolina Leipnitz, Cristina Scalabrin, Daniele Spohr, Eduardo Costa, Fernanda Melonio, Heinz Schnack e Ivânia Trento. A exposição conta com o apoio da Pedigree – Adotar É Tudo de Bom, Impacto Signs, H.Meyer, do site JazzMan! e patrocínio da Gráfica Atena, do site Cachorro Paraguaio e da Woodsrock Produções.

www.virandolata.org.br


SERVIÇO

Onde: Usina do Gasômetro - Avenida Presidente João Goulart, 551 – Centro – Porto Alegre (RS)
Quando: de 25/10 a 15/11/2009
Horário de funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 21h.
Telefones: (51) 3289-8140 / (51) 3289-8146
Contato: Cristina Scalabrin - cristina@cachorroparaguaio.com / (51) 8138-5830

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DENÚNCIA URGENTE: VOTAÇÃO NESTA QUARTA-FEIRA (4/11) PODE CAUSAR ENORME RETROCESSO AMBIENTAL

Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados vota projeto de lei que modifica o Código Florestal

A sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (4 de novembro), às 10h em Brasília, pode entrar para a história como um marco no retrocesso e no caminho contrário aos esforços de proteção ambiental.

A Comissão votará o projeto de Lei 6424, de 2005, de relatoria do deputado Marcos Montes (DEM-MG), com os apensos PL 6.840/2006 e PL 1.207/2007. As propostas alteram o Código Florestal (Lei 4771 de 1965), permitindo flexibilidades perigosas como a recuperação de Reservas Legais com espécies exóticas, anistia para os desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.

“O Código Florestal brasileiro é um exemplo de lei moderna e no momento em que o mundo todo discute a redução das emissões de carbono e estratégias internacionais de proteção e mitigação, o Brasil – que poderia ser um exemplo positivo – coloca em risco uma parte ainda maior das nossas riquezas naturais”, alerta Mario Mantovani, diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica.

“O povo brasileiro tem que garantir a proteção deste patrimônio que é seu. Este projeto de lei vinha sendo discutido e acordado democraticamente (com a participação de setores mais avançados do agronegócio, ambientalistas, empresas, etc), mas foi modificado à surdina, encaminhado num golpe de segmentos atrasados da CNA (Confederação Nacional de Agricultura) através dos deputados da bancada ruralista na última semana.

O relator anterior, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), foi destituído e este novo projeto surgiu, colocando em ameaça as políticas públicas no País. Não podemos permitir tamanho absurdo”.Na última semana, a Fundação SOS Mata Atlântica e outras ONGs ambientalistas (como Greenpeace, Instituto Socioambiental, Rede de ONGs da Mata Atlântica e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) conseguiram impedir a votação do Projeto de Lei, mas nesta quarta-feira a sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável o coloca como ponto único da pauta novamente.

Se aprovado, por ser de caráter terminativo, ele segue para a Comissão de Constituição e Justiça e depois para votação em Plenário da Câmara, com posterior sanção do presidente da República. “Esperamos que os deputados da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável levem em conta o interesse da população brasileira e não as vontades da minoria ruralista”, finaliza Mantovani, convocando a sociedade a acompanhar e pressionar a votação desta quarta-feira.

A sessão da Comissão é aberta ao público e qualquer pessoa pode acompanhar, no plenário 2, do Prédio das Comissões da Câmara dos Deputados. Além disso, os eleitores podem exigir esta postura dos deputados que elegeram, lembrando-os que interesses eles representam.

Os integrantes da Comissão que vota amanhã o Projeto de Lei que ameaça o futuro ambiental brasileiro são: Roberto Rocha (presidente – PSDB/MA), Marcos Montes (1º vice-presidente e relator do Projeto de Lei, DEM/MG), Jurandy Loureiro (2º vice-presidente, PSC/ES), Leonardo Monteiro (3º vice-presidente, PT/MG), André de Paula (DEM/PE), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP), Antônio Roberto (PV/MG), Edson Duarte (PV/BA), Gervásio Silva (PSDB/SC), Givaldo Carimbão (PSB/AL), Jorge Khoury (DEM/BA), Marina Maggessi (PPS/RJ), Mário de Oliveira (PSC/MG), Paulo Piau (PMDB/MG), Rebecca Garcia (PP/AM), Rodovalho (DEM/DF), Sarney Filho (PV/MA) e Zé Geraldo (PT/PA). Os suplentes são: Aline Corrêa (PP/SP), Antonio Feijão (PTC/AP), Arnaldo Jardim (PPS/SP), Cezar Silvestri (PPS/PR), Fernando Gabeira (PV/RJ), Fernando Marroni (PT/RS), Germano Bonow (DEM/RS), Homero Pereira (PR/MT), Luiz Carreira (DEM/BA), Miro Teixeira (PDT/RJ), Moacir Micheletto (PMDB/PR), Moreira Mendes (PPS/RO), Nilson Pinto (PSDB/PA), Paulo Roberto Pereira (PTB/RS), Paulo Teixeira (PT/SP), Valdir Colatto (PMDB/SC), Wandenkolk Gonçalves (PSDB/PA) e Zezéu Ribeiro (PT/BA).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Neste sábado acontece à campanha internacional ”Vamos Limpar o Mundo”


Itanhaém/SP se mobiliza para a maior campanha de despoluição do planeta, o Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias

Mobilizar todos os cidadãos do Planeta para pensarem em um mundo melhor é algo sonhado por gerações e idealizado por todas as raças, sexos, religiões e etnias, que vislumbram um futuro melhor para as atuais e próximas gerações. Esse sonho todo o ano se transforma em realidade através da campanha de mobilização planetária “Vamos Limpar o Mundo”.

Conhecida internacionalmente pelo titulo em inglês "Clean Up the World", a campanha Vamos Limpar o Mundo – Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias é a maior ação global de combate a poluição no planeta e vem engajando pessoas de todas a partes do mundo para provocarem a melhoria no ambiente em que vivem.

Em Itanhaém no litoral paulista as atividades são realizadas pela ONG Ecosurfi desde 2001, e já mobilizaram cerca de 3 mil pessoas que conseguiram retirar cerca de 05 toneladas de resíduos sólidos em diversos ambientes naturais da cidade.

Neste ano as ações começam a partir das 09hs com a concentração no canto direito da Praia do Sonho, de onde os voluntários percorrerão cinco áreas entre praias, ilha e costões rochosos. São esperados mais de 300 pessoas que irão se envolver com a despoluição desses ambientes.

A novidade para essa edição é a participação da ONG Greenpeace que traz o seu corpo de voluntários para a cidade. Os participantes fazem parte da campanha de Oceanos que a organização está desenvolvendo, e entre as atividades que serão realizadas em parceira com a Ecosurfi está à peça teatral que tem como titulo: “O mar tem que estar para peixe”, além de brincadeiras lúdicas e pintura facial com desenhos de animais marinhos para as crianças.

Segundo Rosi Ventura coordenadora de voluntários do Greenpeace no estado de São Paulo, realizar a campanha Vamos Limpar o Mundo em parceria com outras organizações é somar esforços por um planeta mais azul. “A união na luta pela preservação dos oceanos que são de todos, nos faz conseguir unir forças com mais parceiros e pessoas engajadas na preservação desse ambiente”.

Mobilização temática

No último ano (2008) a Ecosurfi conseguiu através do envolvimento de todos os voluntários fazer um grande circulo na areia da praia, composto pelos mais de 240 participantes, que deram origem a uma face fazendo “cara feia” para a poluição do planeta. Na oportunidade desse próximo final de semana a organização espera conseguir o apoio de todos os envolvidos com a campanha para ilustrar as areias da Praia do Sonho com um grande símbolo da Paz.

De acordo com um dos dirigentes da Ecosurfi e organizador do Vamos Limpar o Mundo em Itanhaém, Jairo Adrian, a participação de todos é que faz campanha ser a maior ação de envolvimento popular direto pela preservação do Planeta. “Nosso lema nessa atividade é muito objetivo, agimos localmente e pensamos globalmente, pois tudo nesse planeta se encontra interligado e conectado de alguma forma”.

Informações e inscrições: (13) 3426 8138 (13) 9755 1559 (13) 9751 0332

Em Itanhaém as ações de do Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias – Vamos Limpar o Mundo contam com o apoio do Restaurante Tia Lena, Itaprint – Impressão Digital, Academia Corpo e Forma e contabilidade Belas Artes. São parceiros estratégicosas organizações Global Garbage, Greenpece – Campanha de Oceanos, ETEC – Escola Técnica Estadual e ASSU - Associação Socioambiental Somos Ubatuba e organização local da ONG Ecosurfi .

Como nasceu a campanha

Clean Up the World - Vamos Limpar o Mundo foi fundado pelo mergulhador australiano Ian Kierman no ano de 1989, que preocupado com a poluição acumulada na Baia de Sidney, começou ele próprio a limpar os fundos marinhos australianos. Um dia resolveu propor à Organização das Nações Unidas (ONU) através do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a comemoração de uma data dedicada à limpeza do nosso planeta.

Após a ratificação da ONU a data ficou marcada para o mês de setembro, onde a partir disso ficou produzida a mensagem Clean Up the World, uma campanha para o engajamento do cidadão mundial nas questões ambientais.

No Brasil as atividades do Clean Up the World foram realizadas pela primeira vez em 1993, onde com a tradução do nome para o português, originou a frase titulo da campanha, “Vamos Limpar o Mundo”, que é utilizada como a marca do evento até hoje pelos participantes e organizadores do evento em todo território nacional.

As atividade já percorreram todos os continentes mobilizando mais de 40 milhões de pessoas em 130 países, que se mobilizam para desenvolver as ações sobre a bandeira da mudança de atitudes e comportamentos em prol da sustentabilidade.

Os eventos de limpeza variam desde a coleta do lixo até campanhas educativas, concertos ambientais, exibições fotográficas, plantio de árvores e estabelecimento de centros de reciclagem. Geralmente são realizados em lugares como praias, córregos, parques, entre outros definidos pelos comitês organizadores.

Links e anexos

Site oficial
Click aqui: Clean Up the World

Página dos membros oficiais da campanha

Vídeo institucional da Campanha:

Página virtual da campanha Ecosurfi:
Vídeo Convite do último ano (2008)
Click Aqui: Vídeo Convite

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Projeto libera ocupação de restinga no País

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) pode retirar a proteção permanente das áreas de restinga no País. Se aprovada, a medida provocará, na avaliação de ambientalistas e do Ministério Público Federal (MPF), um aumento do desmate de mata atlântica, bioma já ameaçado no Brasil. A restinga é o depósito arenoso paralelo à linha da costa, muitas vezes coberto por vegetação. A área é cobiçada por resorts e condomínios que querem se instalar no litoral.

Atualmente, é considerada Área de Preservação Permanente (APP) - região que não pode ser alterada - uma faixa de restinga de no mínimo 300 metros, medida a partir do ponto mais alto em que chega a maré. Porém, a proposta de resolução que está na pauta do Conama prevê a revogação desse dispositivo.

A procuradora Ana Cristina Bandeira Lins, da Procuradoria da República em São Paulo, preocupa-se com a aprovação. "Essa norma permitiu uma grande preservação e a regeneração de mata onde ela estava destruída ao longo da costa . E, agora, estão querendo revogá-la na calada da noite." Em sua opinião, é grave um órgão como o Conama se posicionar dessa forma. "O conselho fez uma moção ao Congresso porque os parlamentares estavam querendo alterar o Código Florestal para reduzir as APPs. E, agora, age da mesma maneira." O Ministério Público Federal e o Estadual participam do conselho como convidados, mas não têm direito a voto.

Nova posição

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que assina a proposta de resolução, afirmou ontem à noite ter mudado de posição. Ele disse ter visto que o texto estava com "problema" e que vai propor hoje aos conselheiros a manutenção da preservação obrigatória dos 300 metros nas restingas. Porém, disse, poderá flexibilizar o tamanho da proteção (para mais ou para menos) após a realização de estudos pelos Estados. "O litoral nunca é uma linha reta, pode determinar que numa parte é 200, noutra 400 metros", afirmou Minc.

Antes de o ministro se posicionar, o coordenador do núcleo mata atlântica do Ministério do Meio Ambiente, Wigold Shaffer, defendeu a resolução. "Não estamos retirando proteção da restinga preservada." Segundo ele, a resolução é parte da regulamentação da Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006. "Não vai trazer prejuízo para o que sobrou de vegetação. A partir dela, a lei da mata atlântica que vai garantir a preservação, inclusive além dos 300 metros, quando houver vegetação", explica Shaffer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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